terça-feira, 23 de abril de 2013

Os media na formação à distância


Os media na formação à distância, in " As Cararteríticas dos meios de aprendizagem interativa online"

A relação dos media com a aprendizagem, do impacto dos media sobre a perceção do isolamento dos alunos (distancia transacional vs comunidade (ensino com mais pessoas)) e o papel do ensino relativamente às necessidades individuais de aprendizagem são o que Santoro, Borges e Santos (2004) descrevem como sendo a principal função dos meios de comunicação: a coordenação, a cooperação e co-construção

Esta visão reflete a importância do "comum e partilhado" e das prioridades individuais. Remete-nos assim para o conceito de comunidade, como um processo não apenas um lugar (Cannell, 1999) em que a interação social "estruturada e sistemática", utilizando meios de comunicação, é essencial para uma aprendizagem de qualidade (Fulford & Zhang, 1993; Ragan,1999; Dilworth & Willis, 2003; Garrison & Cleveland-Innes, 2005; Conrad, 2005).

Os media são assim um meio abrangente, contribuindo para o desenvolvimento e evolução das comunidades, permitindo também a aprendizagem individualizada, reduzindo a distância transacional (Moore, 91).


Os estudantes online precisam de formas diferentes e de várias ferramentas de interação, incluindo o professor para apoio (Ally & Fahy, 2005) pois sentem a distância transacional de maneira diferente. Mas a interação para produzir o efeito de utilidade deve ajustar-se, quer às necessidades, quer às preferências (Walther,1996; Willits & Chen,1998); ao falarmos em preferências individuais de aprendizagem, estamos desde logo a considerar a necessidade de conhecimentos especializados .E o sucesso individual dos participantes com a comunicação online depende da utilização eficaz dos recursos técnicos disponíveis, da orientação e liderança dum professor-moderador qualificado (Garrison &Cleveland-Innes,2005), ele próprio moderado pelas capacidades do aluno e da preferência num modelo de aprendizagem colaborativa, cooperativa, ativa e autónoma (Oliver & McLaughlin, 1998).

Independentemente das diferenças entre cada um, refletidas no que conseguem ou não querem ter relativamente a uma experiencia de aprendizagem autónoma, aos alunos online é-lhes essencial, mais do que entender ideias e conceitos saber explicá-los por escrito; saber aprender experimentalmente para que atinjam os seus objetivos pessoais através da assistência dos media.  Aos professores-moderadores é-lhes pedido que exerçam uma das suas principais funções: fornecer a quantidade necessária de estrutura e de diálogo online através da sua presença no ensino (Andersen, Rourke, Garrison & Archer, 2001); a presença traduzida na liderança, capaz de facilitar a "compreensão significativa", através da interação e colaboração.

Inseridos num mundo cada vez mais tecnológico e em constante mutação, o cerne da aprendizagem online não reside tanto na experiencia de ensino do professor mas mais, na experiência do professor com a tecnologia e cujo principal beneficiário é o aluno. Isto porque professor-moderador, alunos-formandos, rumamos todos, aprendendo a aprender, na mesma e única direção: o FUTURO!

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